Ações militares entre EUA e Irã se intensificaram, com novos bombardeios no sul do Irã somados a ataques iranianos contra alvos norte-americanos, em meio a um cessar-fogo ainda vigente. As ofensivas ocorreram entre quarta (27) e quinta-feira (28) em diferentes áreas da região, elevando a tensão na área do Golfo. O governo dos EUA afirma que as ações foram defensivas para manter o cessar-fogo.
Segundo a Reuters, militares americanos teriam abatido quatro drones de ataque iranianos durante a noite e atingido uma estação de controle no porto de Bandar Abbas, onde um quinto drone poderia ter sido lançado. A defesa seria orientada a impedir violações do acordo de não escalada, divulgado como parte do contexto regional.
A agência iraniana Tasnim mencionou que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica abriu fogo contra um petroleiro estadunidense que tentava transitar pelo Estreito de Ormuz, forçando sua retirada. Ainda segundo a mesma fonte, os ataques ocorreram em área desabitada e não houve registro de vítimas ou danos.
Em uma resposta adicional, a Guarda Revolucionária anunciou ter atacado uma base militar norte-americana sem detalhar a localização. O Exército do Kuwait informou, na mesma data, que também enfrentava ataques por mísseis e drones, ampliando o raio de ações na região.
Ormuz
A televisão estatal do Irã informou ter obtido um suposto memorando que previa a reabertura do tráfego no Estreito de Ormuz dentro de um mês, com a gestão da rota pela autoridade iraniana em cooperação com Omã. O documento apontaria o fim de bloqueios norte-americanos e a retirada de tropas regionais dos limites com o Irã, segundo a publicação.
Donald Trump negou, porém, as informações veiculadas pela imprensa iraniana, dizendo que nenhum país controlará o estreito e que Ormuz permanece sob águas internacionais. O líder brasileiro citando o canal de segurança reforçou que Omã terá papel correspondente ao comportamento regional.
Ebrahim Azizi, presidente do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, comentou que a retórica de Trump não obrigaria Teerã a recuar. No comentário, Azizi destacou que Washington busca uma saída para o impasse, alternando ameaças com propostas de acordo, segundo a avaliação dele.
As autoridades iranianas e norte-americanas mantêm posições divergentes, enquanto o cessar-fogo permanece em vigor desde 7 de abril. Os confrontos recentes não foram acompanhados de uma clareza sobre consequências ou próximos passos. Repórteres acompanham o desenrolar do tema. Com Reuters.
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