A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras recebeu atenção do governo brasileiro. A medida, anunciada em 28 de maio, é vista pelo Planalto como potencial pretexto para intervenções externas.
Para o Brasil, a classificação esbarra na própria atuação do Estado brasileiro no enfrentamento dessas organizações. O Itamaraty afirmou que a luta contra PCC e CV é responsabilidade do governo brasileiro, não de Washington, e que a medida pode abrir brechas para ações externas no território nacional.
A postura do governo foi lembrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia indicado, em declaração no final de abril, que a prioridade é o combate interno às facções. Lula ressaltou que o país aprovou a Lei Antifacção para fortalecer a atuação contra essas organizações, definindo a guerra como interna.
Segundo fontes oficiais, o objetivo é evitar que a classificação facilite intervenções externas, citando precedentes na Venezuela. A situação é ilustrada por informações de que, desde julho de 2025, agentes estadunidenses teriam realizado operações de bombardeio naval na região, sob o pretexto de combate ao narcotráfico.
A notícia também destaca que, para o governo brasileiro, a medida dos EUA reforça a necessidade de ações coordenadas entre as esferas federal, estadual e municipal para combater o crime organizado. O Ministério das Relações Exteriores tem seguido a posição de oposição à classificação, frisando a soberania brasileira.
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