O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou neste sábado em Singapura que Teerã precisa aceitar um acordo que proíba o desenvolvimento de armas nucleares, sob o risco de enfrentar pressão militar dos EUA. A declaração ocorreu durante o Diálogo de Shangri-La, principal fórum de segurança da região, diante de negociações em Washington.
Segundo informações apresentadas por Hegseth, o governo Trump mantém o objetivo de uma via diplomática, mas não aceitaria um acordo considerado insuficiente. O secretário ressaltou que o presidente tem buscado uma solução histórica e está disposto a manter a paciência para alcançar um acordo robusto.
Apesar do tom conciliador, o ministro da Defesa americano deixou claro que a opção militar permanece em estudo. Caso o Irã se recuse a um grande acordo, as Forças Armadas dos EUA estariam autorizadas a negociar ações com o país.
A reunião teve como contexto a preparação de uma resposta coordenada após semanas de tensão no Oriente Médio e negociações em curso na Casa Branca com assessores de segurança nacional. Trump elevou o tom antes de a delegação se reunir com aliados.
O Irã não confirmou se há acordo ou termos aprovados pelo líder supremo, Ali Khamenei. Autoridades iranianas disseram que contatos com Washington seguem ativos, mas ainda não há um memorando final.
A ausência de confirmação de Khamenei é citada como principal entrave para um desfecho. Analistas veem sinais de que as partes tentam convergir pontos de interesse, embora divergências permaneçam.
De acordo com Hegseth, os estoques militares dos EUA são suficientes para cumprir qualquer missão determinada pela presidência. O secretário reiterou o compromisso americano com uma solução negociada, caso haja acordo aceitável.
Desdobramentos
- O governo americano sustenta a necessidade de garantir que o Irã não obtenha armas nucleares, reforçando a posição de Washington.
- A imprensa acompanha a evolução das negociações, sem confirmar um memorando definitivo entre as partes.
- O Irã continua a enfatizar contatos diplomáticos, sem anunciar termos aprovados pelo governo.
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