Após o governo dos EUA reconhecer o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, deputada democrata Sydney Kamlager-Dove criticou a decisão. Ela afirma que o passo prejudica vínculos com o Brasil, aliado estratégico na região. A constatação foi feita em entrevista à Folha.
A congressista, copresidente do Brazil Caucus, sustenta que as designações foram usadas de forma excessiva e politizada. Segundo ela, utilzá-las para ações extrajudiciais no Caribe e no Pacífico Oriental contraria princípios de cooperação internacional.
Kamlager-Dove também destacou que a determinação ocorreu sem evidências claras de que as facções atendam aos critérios legais para terrorismo. Ela havia assinado, anteriormente, uma carta pedindo ao Departamento de Estado que não classificasse as facções como terroristas.
Reação no Brasil e contexto diplomático
A carta contou com o apoio de outros parlamentares e reforçou a ideia de que a etiqueta poderia comprometer relações bilaterais. A moratória sugerida pela oposição era de buscar cooperação em segurança com o Brasil, não rótulos formais.
O anúncio americano saiu dois dias após encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro. Na ocasião, Flávio afirmou ter pedido a designação das facções, destacando que elas controlam territórios e operam com justiça paralela.
O governo brasileiro manifestou defesa da soberania e avaliou impactos limitados no combate ao crime organizado. A oposição a Lula sugeriu que a medida pode restringir a atuação das maiores facções do país, alterando o cenário de segurança regional.
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