Desde o ataque ao Irã e o fechamento do estreito de Hormuz, o preço do petróleo subiu globalmente, reacendendo o debate sobre a transição energética. Diplomatas dizem que esse cenário aumentou o interesse pela elaboração de um mapa do caminho para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
A proposta, criada pela presidência brasileira da COP30, busca guiar a transição com foco na neutralidade de carbono até 2050. O documento está previsto para ser apresentado neste ano, com etapas para redução gradual do uso de fósseis.
Contexto internacional
Segundo negociadores, os EUA têm estado ausentes das conversas formais, mas a estratégia envolve diálogo com estados, instituições setoriais e privados. Conferência sobre energia em Houston, no fim de março, expôs divergências entre EUA e governo Trump.
Proposta do mapa do caminho
A estrutura inicial prevê um escalonamento entre países e setores, com ênfase em biocombustíveis como insumo para gasolina, diesel e, sobretudo, para aviação e navegação. O gás natural é visto como solução de transição por emitir menos carbono.
Aspectos de implementação
A versão completa do mapa está prevista para setembro, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O roteiro para zerar o desmatamento também é alvo de uma segunda linha de atuação, paralela à redução de fósseis.
Participação e próximos passos
Quase 60 países participaram da Conferência de Santa Marta, em abril, incluindo o Brasil. China, EUA e Rússia não estiveram presentes. A próxima rodada ocorre em Bonn, na preparação da COP31, no fim do ano, na Turquia.
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