Um eventual conflito no Estreito de Taiwan prejudicaria a economia mundial mais do que a Segunda Guerra Mundial, afirmou nesta quarta-feira (9) o principal representante diplomático dos Estados Unidos em Taipé. Segundo ele, a próxima cúpula entre americanos e chineses pode ajudar a “evitar erros de cálculo” entre as duas potências.
Os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan, território reivindicado por Pequim, assim como a maior parte dos países. Ainda assim, são o principal apoiador internacional da ilha democrática – e seu maior fornecedor de armas.
Em discurso durante um fórum de defesa em Taipé, Raymond Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, disse que não existe hoje tema mais urgente do que assegurar a paz na região.
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“Além do custo humano, qualquer conflito no Estreito de Taiwan teria um impacto maior na economia global do que a Segunda Guerra Mundial“, afirmou.
Greene destacou que o governo Trump colocou a manutenção da paz no Indo-Pacífico entre suas prioridades centrais, o que passa por uma diplomacia “vigorosa” nos escalões mais altos.
“A próxima cúpula entre os EUA e a China é uma oportunidade para avançar ainda mais em uma relação de estabilidade estratégica, com base na justiça e na reciprocidade, capaz de evitar mal-entendidos e erros de cálculo“, disse o diplomata.
O presidente chinês, Xi Jinping, deve viajar aos Estados Unidos ainda neste mês para se encontrar com o presidente Donald Trump.
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O representante americano afirmou ainda que o país tem reforçado sua presença e suas alianças no Indo-Pacífico para preservar um equilíbrio de poder favorável na região. “Em terceiro lugar, e especialmente relevante para a discussão de hoje, estamos apoiando os esforços de Taiwan para aprimorar sua capacidade de se defender“, disse.
O governo do presidente taiwanês Lai Ching-te tem priorizado o aumento dos gastos com defesa e a modernização das Forças Armadas, diante da ameaça representada pela China. Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim e prevê, no orçamento do próximo ano, gastos de defesa que superam, pela primeira vez, 1 trilhão de dólares taiwaneses.
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