A União Europeia multou a plataforma Temu em 200 milhões de euros por não impedir a venda de produtos ilegais e inseguros. A decisão foi anunciada pela Comissão Europeia na quinta-feira, 28 de maio de 2026, em Bruxelas.
A acusação aponta falhas na avaliação de riscos para consumidores. A Temu, controlada pela PDD Holdings, não teria identificado atividades que poderiam violar regras da UE, abrindo espaço para itens inseguros.
A investigação mostrou que a maioria dos carregadores testados falhou em padrões básicos de segurança, enquanto vários brinquedos para bebês apresentaram risco de asfixia e uso de substâncias químicas acima do permitido.
Segundo a UE, a avaliação de risco de 2024 foi genérica e não considerou a operação real da Temu, nem relatos públicos ou dados de testes. Além disso, não houve análise do impacto dos algoritmos de recomendação.
A classificação da Temu como VLOP, sob a DSA, exige avaliações de risco anuais, combate a produtos ilegais e acesso a dados por investigadores independentes. A Temu está entre várias plataformas chinesas nessa categoria.
ContornosRegulatórios e impactos
A Comissão informou que a avaliação subestimou riscos reais, deixando autoridades e público sem compreender a dimensão do dano potencial. A investigação oficial começou em outubro de 2024.
A ação atual soma-se a buscas em dezembro de 2025 na sede europeia da Temu, em Dublin, sobre subsídios estatais. Em janeiro de 2026, a polonesa UOKiK multou a Temu por não divulgar preços históricos.
Reguladores destacam que a pressão sobre plataformas transfronteiriças aumenta, com exigências de transparência algorítmica e cooperação em dados, equilibrando segurança e proteção de dados.
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