O chanceler chinês Wang Yi reuniu-se em Pequim com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, nesta segunda-feira. O encontro ocorreu antes da divulgação por Washington de proposta tarifária que pode atingir o Brasil, com tarifas de 25% sobre as importações brasileiras, salvo exceções.
Durante a reunião, os dois lados afirmaram o interesse em repelir conjuntamente pressões externas e aprofundar a cooperação em áreas estratégicas. O foco foi preservar a paz e a estabilidade globais e defender interesses de países em desenvolvimento.
O Ministério das Relações Exteriores da China informou que Wang Yi expressou apoio à soberania brasileira, independência e autonomia, além de maior desenvolvimento econômico. O comunicado ressaltou uma comunicação estratégica abrangente entre as duas delegações.
Contexto e relações BRICS
A conversa ocorreu no âmbito de diálogos estratégicos entre China e Brasil, destacados como parceiros do grupo BRICS. Ambos os países ajudam a promover uma ordem mundial multipolar, buscando relevância em instituições financeiras e políticas internacionais.
Repercussões regionais
O encontro acontece em meio a tensões entre Brasil e Estados Unidos, com o Brasil enfrentando pressão para reduzir laços com Pequim. Ainda assim, Brasil e China mantêm cooperação em segurança global, incluindo apoio diplomático ao esforço de paz e a discussões sobre o conflito na Ucrânia.
Importância econômica
A China é o principal parceiro comercial do Brasil, com exportações brasileiras de soja, carne bovina e minério de ferro representando componentes relevantes do intercâmbio. As autoridades brasileiras buscam equilíbrio entre relações com Beijing e Washington.
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