O bispo Marcelo González Amador descreve a atual situação em Cuba como a mais triste da história do país. Muitos fiéis relatam ficar dias sem comer, e episódios de desmaios durante celebrações passaram a ocorrer com frequência.
A escassez de alimentos é agravada pela instabilidade elétrica. Apagões constantes impedem o funcionamento de geladeiras e dificultam o armazenamento de itens básicos, aumentando a insegurança nas comunidades.
O sistema de saúde também enfrenta impactos graves. Grandes hospitais pararam cirurgias por falta de água e de suprimentos essenciais, como fios de sutura, segundo relatos. Pacientes dependem de apoio internacional para materiais médicos.
A Igreja atua como rede de sobrevivência. Cozinhas comunitárias foram criadas e serviços de entrega de refeições para doentes e pessoas com deficiência já atendem centenas de pessoas diariamente.
Freiras em uma dessas cozinhas misturam diferentes grãos para ampliar as porções e suprir parte da demanda. O clero também presta apoio psicológico diante de um cenário de emigração e medo de conflitos.
Distribuição de ajuda internacional
Caritas Cuba coordena a chegada de assistência enviada dos Estados Unidos, com foco em alimentos e itens de higiene. As ações visam regiões atingidas pela crise econômica e pelo furacão Melissa, em 2025.
As dioceses de Holguín-Las Tunas, Santiago de Cuba e Guantánamo recebem a maior parte da ajuda. O objetivo é alcançar famílias isoladas e mais vulneráveis nas zonas afetadas pela crise.
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