Companhias aéreas anunciaram a suspensão de grande parte dos voos para o Oriente Médio até o fim da temporada de verão, em meio a impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã. A British Airways confirmou o cancelamento de rotas para quatro destinos no Golfo Pérsico até 25 de outubro, com retomada prevista apenas para Doha e Riad em agosto.
Entre os destinos atingidos, Amã, Bahrein, Dubai e Tel Aviv ficarão sem voos até o término do verão, segundo a companhia britânica. A decisão busca evitar impactos maiores durante o período de maior demanda sazonal.
A British Airways informou que Doha deve receber voos a partir de agosto, seguindo o acordo de joint venture com a Qatar Airways, que depende da conexão em Doha. Já Dubai permanece afetado por outros fatores operacionais da rede.
Dubai costuma registrar menor movimento no verão, o que influencia a decisão de manter voos suspensos por mais tempo. Outras companhias britânicas também estenderam suspensões para o Golfo durante boa parte da temporada, com algumas retomadas em Israel.
Aerolinhas de outras economias apresentam cenários distintos. A Wizz Air retomou voos para Tel Aviv em 28 de maio, mas Abu Dhabi, Amã e Dubai seguem suspensos até setembro em voos de origem europeia.
Grupos como Swiss, ITA Airways e Lufthansa planejam retomar rotas já em julho, porém Dubai continua proibido até 13 de setembro. Lufthansa, Austrian e Brussels também suspenderam voos para oito destinos no Oriente Médio até 24 de outubro.
No mês anterior, o setor aéreo reduziu cerca de 2 milhões de assentos previstos para maio, refletindo preocupações com a guerra no Irã e menores fornecimentos de combustível. A Lufthansa foi a que mais cortou, com aproximadamente 20 mil voos cancelados entre maio e outubro.
Analistas projetam alta de tarifas, com estimativas de aumento de cerca de 24% em comparação com o ano anterior, ante a atual crise. A IAG, dona de British Airways, Iberia, Vueling e Aer Lingus, sinalizou que fará ajustes de preços conforme o cenário se desenvolve.
Ajustes de preço e ajustes operacionais aparecem como respostas estratégicas das companhias para contornar o impacto da instabilidade regional, mantendo, quando possível, conectividade em trechos considerados prioritários.
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