Dois ataques altamente destrutivos de drones e mísseis russos atingiram Kiev e outras cidades da Ucrânia na madrugada de terça-feira, 2 de maio. Segundo a Força Aérea ucraniana, 656 drones e 73 mísseis foram lançados, com Kiev entre os alvos principais. O objetivo, segundo autoridades, foi interromper infraestrutura crítica e serviços de energia.
No saldo inicial, pelo menos 11 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas. Demais locais reportaram danos a prédios residenciais, veículos e áreas públicas, com grande parte da cidade de Kiev sob sirenes e defesa antiaérea.
Os ataques ocorreram após semanas de alerta de Moscou sobre ações duras contra Kiev, em retaliação a incidentes ocorridos na região de Luhansk. Kiev nega qualquer ataque direto a civis, ao mesmo tempo em que monitora o impacto sobre a população.
Kiev e Dnipro sofrem impacto direto
Em Kiev, fotografias mostraram explosões intensas e fumaça sobre prédios altos, com serviços de resgate trabalhando entre destroços. O prefeito Vitali Klitschko confirmou desabamentos e incêndios em áreas urbanas, incluindo próximo a um jardim de infância, e desabafos de moradores em abrigo no metrô.
Em Dnipro, o governador Oleksandr Hanzha informou sete mortes e 36 feridos, todos hospitalizados em estado moderado. Imagens publicadas por autoridades mostraram prédios destruídos, veículos incendiados e parquinidos danificados.
Reações e desdobramentos regionais
A ofensiva incluiu a suposta utilização de oito mísseis hipersônicos Zircon, segundo a Força Aérea ucraniana, com alcance de cerca de 1.000 km. O Ministério da Defesa da Rússia descreveu o ataque como massivo a instalações da indústria de defesa ucraniana.
A Polônia enviou caças para proteger seu espaço aéreo após os ataques na Ucrânia, segundo o Comando Operacional das Forças Armadas do país. Regiões russas vizinhas também registraram incidentes, com uma refinaria na Krasnodar pegando fogo após ataques de drones.
Continuidade do conflito e clima de alerta
A ofensiva ocorreu em meio a um cenário de alerta nacional na Ucrânia, com autoridades pedindo cautela diante de novos ataques. A guerra, em curso desde a invasão de 2022, segue com poucos avanços visíveis para uma resolução rápida, mantendo comunidades em constante estado de evacuação e abrigos abertos.
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