A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que embaixadores devem evitar interferência em assuntos internos, em resposta a uma publicação do embaixador dos EUA no México. A entrevista ocorreu durante o habitual briefing matinal.
A troca de mensagens entre Sheinbaum e o embaixador Ron Johnson intensificou tensões entre México e EUA, que estão a par de disputas sobre ações contra o tráfico de drogas. Johnson sugeriu que o combate ao crime é uma questão de parceria, não de política.
Johnson escreveu nas redes sociais que transformar o desafio em disputa prejudica a cooperação. A médica líder do governo mexicano ressaltou a necessidade de que a diplomacia se concentre em coordenação e respeito às esferas nacionais.
Tensão bilateral
O clima de atrito acompanha episódios recentes envolvendo agências americanas e autoridades mexicanas. Em abril, houve notícia de envolvimento de agentes da CIA em uma operação em Chihuahua sem conhecimento do governo federal.
Pouco depois, a Justiça dos Estados Unidos indiciou o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e outros dirigentes ligados ao cartel, o que elevou o tom entre os dois países. Rocha Moya é aliado político de Sheinbaum.
Diante disso, o México pediu evidências adicionais antes de entregar Rocha Moya às autoridades norte-americanas. Analistas veem sinais de que a relação pode sofrer novas contestações nos próximos meses.
Além disso, a Câmara mexicana aprovou uma proposta de emenda constitucional de Sheinbaum que torna a interferência externa motiva para anulação de resultados eleitorais. O tema abre novos debates sobre soberania e política externa.
Durante comício recente, Sheinbaum criticou a magnitude do indiciamento e perguntou se há vontade real de colaborar com o México ou se setores da direita americana tentam influenciar eleições futuras no país.
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