Numa manhã de agosto de 2024, Laurynas Družas, agricultor da cidade de Antašava, no norte da Lituânia, percorria as imediações de seu vilarejo com um detector de metais. Ele encontrou um objeto a dois metros de profundidade: o sino da igreja de São Jacinto.
O sino esteve ausente desde 1942, quando a Lituânia estava ocupada pelos nazistas, dentro do Reichskommissariat Ostland. À época, o sino foi ocultado para protegê-lo da confiscação prevista pelo regime ocupante. A operação exigiu coragem e trabalho manual, sem uso de tratores, apenas com cavalo, carroça e força humana.
Descoberta e contexto
Družas relata que os moradores chegaram a colocar em risco suas vidas para esconder o campanário de peso superior a meia tonelada, diante da ordem alemã de confiscar sinos para fins bélicos. O sino tornou-se uma lenda local, conectada à resistência preservacionista do patrimônio do vilarejo.
A retirada do sino marca o desfecho de um episódio histórico que acompanhou Antašava por décadas. O vilarejo acabou livre da ocupação nazista e a Lituânia seguiu sua trajetória, mais tarde emergindo da era soviética para a independência. O achado, segundo especialistas, reconstitui uma memória coletiva ligada à proteção do patrimônio religioso e cultural.
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