Durante uma reunião ministerial realizada na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o compromisso com a democracia e a necessidade do diálogo entre chefes de Estado, em meio a uma crise no modelo multilateral internacional.
Analistas destacam fragilidades de organismos internacionais diante dos conflitos atuais. Instituições como a OMC e a OMS vêm perdendo influência nos últimos anos, abrindo espaço para que mecanismos paralelos atuem na definição de regras entre nações.
Segundo o professor Daniel Vargas, da área de direito e economia, a retração de elos de comunicação entre países favorece propostas que impõem pactos a partir de interesses de alguns agentes. A crítica aponta para o risco de isolamento de atores globais frente a disputas diplomáticas.
A leitura sobre a paz mundial aponta que conflitos são, às vezes, resolvidos pela força, em vez de negociação. Vargas afirma que deixar as grandes potências ditarem normas internacionais representa um caminho muito perigoso e com desfechos incertos.
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