O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o Brasil foi pego de surpresa pela adoção de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Ele disse que o governo não recebeu comunicação oficial sobre as propostas, o que ampliou a insegurança sobre o andamento das negociações.
Durante uma reunião ministerial em Brasília, Lula revelou que pretende enviar uma nova carta ao presidente dos EUA, Donald Trump. O objetivo é exigir clareza sobre a linha de relacionamento entre os dois países e pedir alternativas para evitar medidas restritivas.
O líder brasileiro afirmou que, após o encontro com Trump em 7 de maio, saiu convencido de que haveria uma nova lógica no relacionamento bilateral. Ele destacou que o prazo de 30 dias para que ministros dos dois governos alcancem um acordo sobre a relação comercial ainda não acabou.
Negociação e mudanças esperadas
Lula explicou que houve divergência entre os ministros das áreas comerciais de Brasil e EUA, o que levou à sugestão de um período de trinta dias para alinhamento entre as equipes. O presidente reforçou a necessidade de verificar possíveis erros de avaliação de ambos os lados.
Durante a negociação anterior, o presidente citou a entrega de quatro documentos pelo Brasil, com informações sobre combate a facções, uso de terras raras e a situação no Irã. O objetivo era fundamentar a posição brasileira nas discussões.
Próximos passos
O governo brasileiro planeja encaminhar uma nova comunicação formal a Trump para discutir as tarifas e eventuais compensações. Lula também manifestou o interesse em ampliar a cobertura midiática sobre o tema, por meio de artigos na imprensa internacional.
O mandatário manteve tom institucional ao falar sobre Marco Rubio, apontado como Secretário de Estado dos EUA, ao qual se referiu de maneira crítica, sem detalhar motivações, apenas como figura envolvida no cenário diplomático.
Entre na conversa da comunidade