A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira, uma resolução de poderes de guerra destinada a limitar a autoridade de Donald Trump frente ao Irã. O texto exige que o presidente obtenha autorização do Congresso ou retire as forças americanas envolvidas no conflito.
O plenário votou 215 a 208 a favor da medida, com quatro republicanos alinhando-se aos democratas. A votação ocorreu quase duas semanas após os republicanos terem cancelado uma sessão anterior sobre o tema, por não ter apoio suficiente.
A votação ocorre em meio a um conflito de três meses entre EUA e Irã, com tentativas de acordo que ainda não se consolidaram. As hostilidades são recentes e uma trégua frágil está em vigor desde o início de abril, enquanto o Irã fechou o estreito de Ormuz e os EUA impuseram bloqueio naval a embarcações iranianas.
Analistas apontam que o apoio público à guerra tem sido baixo, e há temores entre os republicanos de que o aumento dos custos com combustíveis prejudique o desempenho do partido nas eleições intermédias de novembro.
A decisão também surge em meio a confrontos dentro do próprio Congresso. O presidente já criticou e puniu republicanos que criticaram a atuação militar, incluindo a perda de apoio de figuras próximas ao governo em determinantes cenários políticos internos.
Paralelamente, interlocutores do Senado indicaram que deputados republicanos retiraram propostas de funding consideradas favoráveis a projetos de alto custo do governo, como um polo de segurança na Casa Branca, o que levou a uma recalibração das estratégias políticas para o tema.
A medida aprovada pela Câmara representa uma derrota simbólica para Trump, ao reforçar a necessidade de aprovação formal do Legislativo para ações militares contra o Irã, enquanto os próximos movimentos dependem de negociações em curso e de ações do Senado.
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