O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) recomendou a aplicação de tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos importados de 60 países, por suposto uso de trabalho forçado. A medida visa incentivar medidas legais contra esse tipo de prática. Brasil e China integram a lista, conforme o anúncio feito entre 2 e 3 de junho.
A China reagiu com firme oposição às tarifas consideradas unilaterais pelos EUA. Em entrevista coletiva, a porta-voz Mao Ning negou a existência de trabalho forçado no país e rejeitou que esse argumento seja usado para fins políticos. Ela afirmou que conflitos comerciais não beneficiam nenhum lado e pediu diálogo como caminho de solução.
Detalhes da decisão e como ficou a lista
O anúncio do USTR, feito na véspera, detalha a divisão dos países em dois grupos com base na aplicação de leis contra o trabalho forçado. Em 54 nações houve falta de legislação específica para proibir a importação de produtos derivados dessa prática, incluindo Brasil e China. Em 6 países, as leis existem, mas não são efetivamente aplicadas.
Entre os países com falha na legislação estão Brasil, China, Colômbia, Chile, Israel, Rússia, Reino Unido e Suíça. Já entre os que não aplicaram as leis há Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão. As tarifas variam entre 10% e 12,5%, dependendo do grupo a que cada país pertence.
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