Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Empresário é preso nos EUA por envio de tecnologia ao programa nuclear do Irã

Empresário de dupla nacionalidade é preso nos EUA por violar sanções ao fornecer tecnologia dos EUA ao Irã, incluindo à Organização de Energia Atômica e entidades militares sancionadas

O chefe interino do Departamento de Justiça dos EUA, Todd Blanche, e o diretor do FBI Kash Patel. (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)
0:00
Carregando...
0:00

Jamshid Ghomi, empresário de dupla nacionalidade, foi preso na Califórnia, nos EUA, acusado de violar sanções ao Irã ao fornecer tecnologia dos EUA a entidades ligadas ao programa nuclear e militar iraniano. A prisão ocorreu na quarta-feira (3).

A acusação federal o envolve pela suposta conspiração para violar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Ghomi é fundador e CEO da Faraz Pardaz Rayaneh Co. Ltd., empresa de redes sediada em Teerã. A denúncia aponta envio de tecnologia sem autorização.

Segundo o Departamento de Justiça, Ghomi adquiriu equipamentos de rede, segurança e criptografia de origem americana para clientes iranianos, incluindo a Organização de Energia Atômica do Irã e outras entidades sancionadas. A denúncia cita mais de 400 compras entre 2011 e 2015.

Entre 2014 e 2018, a acusação afirma envio clandestino de mais de 250 toneladas de equipamentos para o Irã, com uso de fachadas empresariais e intermediários em Dubai para ocultar o destino final. Contas próprias em plataformas como eBay e PayPal teriam sido usadas.

A investigação aponta ocultação de participação de Ghomi, com orientação a cúmplices nos Emirados Árabes Unidos para retirar seu nome de documentos e esconder origem dos aparelhos. A operação seria realizada sem autorização do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros.

A Faraz Pardaz Rayaneh teria faturamento anual acima de US$ 10 milhões e atendia centenas de clientes iranianos, incluindo órgãos sancionados. Parte das vendas supostamente destinou-se ao aparato nuclear e militar do Irã entre 2017 e 2023.

Entre 2014 e 2022, a empresa também teria fornecido equipamentos de rede, segurança e criptografia ao Ministério da Defesa e Logística das Forças Armadas do Irã e a entidades ligadas ao órgão. A denúncia detalha tais transações.

Pelo relato, Ghomi também é acusado de lavar mais de US$ 15 milhões do Irã para contas nos EUA e para uma conta usada na construção de uma mansão em Newport Beach, Califórnia. O empresário teria declarado falsamente os recursos como herança estrangeira.

Procuradores pedem a confiscação de bens, incluindo a mansão de Newport Beach, avaliada em US$ 35 milhões. Parte da construção teria sido financiada por recursos oriundos do esquema de violação de sanções. Ghomi deve comparecer à Justiça Federal em Santa Ana, na Califórnia.

Se condenado, o réu pode receber pena máxima de 20 anos de prisão. A defesa ainda não apresentou posição pública sobre a acusação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais