O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington não vê problemas com os atletas iranianos ou com a comissão técnica durante a Copa do Mundo, mas deixou claro que a vigilância sobre a delegação será mantida. A declaração ocorreu em meio a tensões entre os dois países.
Rubio ressaltou que o governo acompanhará de perto a movimentação da delegação iraniana durante a permanência no continente, enfatizando que o monitoramento visa evitar a entrada de pessoas ligadas a organizações consideradas problemáticas pelo governo dos EUA, sem apontar diretamente a atletas ou técnicos.
As declarações chegam em um momento de preocupação com a Guarda Revolucionária do Irã ( IRGC). A IRGC está na lista de grupos terroristas da União Europeia desde janeiro deste ano e atua na proteção do regime, além de responder a ordens do líder supremo do Irã.
Mudanças nos planos de preparação
Em razão da tensão política, o Irã alterou sua base de treinamentos. A seleção deixou de planejar parte da preparação em Tucson, no Arizona, e passou a se preparar, agora, em Tijuana, no México. O motivo oficial é facilitar a logística diante do cenário diplomático.
Mehdi Taj, chefe da federação iraniana, afirmou que o visto mexicano será obtido na terça ou quarta-feira, e que o visto americano deverá ser resolvido rapidamente em seguida. A mudança reforça a adaptação da equipe às demandas do contexto externo.
Antes do Mundial, o Irã tem um amistoso marcado contra o Mali nesta quinta-feira. Em seguida, a delegação viajará à Espanha no sábado e depois seguirá para o México para finalizar os preparativos para a competição.
Perspectiva na Copa
Integrante do Grupo G, o Irã estreia no dia 15 diante da Nova Zelândia, em Los Angeles. Bélgica e Egito completam a chave. A seleção iraniana fará o segundo jogo na mesma cidade e encerra a fase de grupos em Seattle. A programação resulta de ajustes logísticos ligados ao atual cenário político.
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