A Rio Nature & Climate Week abriu na segunda-feira com a leitura de que é essencial alinhar as ações globais sobre clima, biodiversidade e combate à desertificação. O evento ocorre no Rio de Janeiro e vai até sexta-feira, buscando integrar agendas até o dia 6 de junho. Participam representantes do setor público, privado, acadêmico e da sociedade civil.
Organizadores destacam que a conferência quer reforçar o papel do Brasil e do Sul Global nas discussões internacionais sobre sustentabilidade. A programação contempla debates sobre desafios relativos ao clima, à natureza e ao desenvolvimento, visando caminhos comuns de atuação.
O último painel do dia reuniu autoridades ligadas às três maiores estruturas ambientais internacionais, destacando a necessidade de articulação entre clima, biodiversidade e desertificação para acelerar compromissos globais. A ideia é reduzir duplicidades e potencializar resultados.
Integração entre as convenções
A presidente do Instituto Talanoa reforçou que o Rio de Janeiro pode se tornar um espaço central para articular as agendas ambientais. A executiva da COP30 destacou que a recuperação de áreas produtivas é crucial para clima, desertificação e biodiversidade, citando a meta de recuperar 250 milhões de hectares até 2030.
A diretora da COP30 ressaltou que uma agenda unificada facilita a implementação de ações concretas. Ela apontou que a recuperação de solos degradados é chave para os setores climático, de desertificação e da biodiversidade, conectando os objetivos de todas as convenções.
O presidente da UNCCD COP15 avaliou que o problema da desertificação está no centro das três frentes. Segundo ele, é necessário agir como uma única convenção, com três equipes trabalhando de forma integrada, para transformar decisões em ações reais. A avaliação final aponta que, embora haja avanços, falta operacionalização e cooperação entre membros.
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