Lithuania avalia a possibilidade de abrigar armas nucleares dos EUA em seu território, conforme declara o ministro da Defesa, em meio a conversas com Washington sobre reforçar a dissuasão contra a Rússia. As discussões já ocorrem em nível nacional.
Segundo Robertas Kaunas, o tema está em análise caso o governo dos EUA considere a medida. A Constituição lituana, no entanto, proíbe explicitamente a presença de armas de destruição em massa no solo nacional, o que complica eventuais mudanças sem reformas legais.
As iniciativas fazem parte de uma avaliação estratégica para ampliar a dissuasão na região, diante da pressão regional e das incertezas de segurança. O ministro enfatizou que a discussão ocorre no contexto de cooperação com os Estados Unidos e de avaliações sobre segurança nacional.
Enquadramento constitucional e próximos passos
A proposta depende de alterações constitucionais que permitam a permanência de armamento nuclear no país. Autoridades devem definir, com clareza, o marco legal, financeiro e operacional de uma possível implementação, caso haja acordo com Washington.
A defesa de Vilnius mantém o tema sob monitoramento, sem anunciar decisões imediatas. A imprensa local acompanha a evolução das negociações entre autoridades lituanas e representantes dos EUA, com foco na estabilidade regional e na conformidade legal.
Entre na conversa da comunidade