A presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3, que a China reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa, como resposta à recomendação de taxação de 25% sobre produtos brasileiros pelos EUA. A declaração ocorreu em reunião ministerial em Brasília.
A China liberou a compra de carnes brasileiras, encerrando restrições em regiões do país. A decisão veio um dia após o anúncio do escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre a taxação. A liberação ocorre após duas décadas de negociação bilateral.
A equipe presidencial destacou que o movimento chinês é visto como a melhor resposta aos EUA, já que o país asiático incluiu o Brasil entre os livres da febre aftosa, ampliando o mercado para a carne brasileira.
Nova estratégia e parcerias
Lula enfatizou que a reunião serviu para alinhar a comunicação de programas de governo nos meses finais do mandato, com foco em ações de propaganda que apoiem a campanha de reeleição, tais como o Desenrola 2.0 e a isenção do IR para quem ganha até 5 mil.
O presidente afirmou que não irá ao G7, na França, mas participará do encontro de lideranças globais para tentar manter a organização entre as potências. Ele também disse que pretende responder à medida dos EUA com ações diplomáticas.
Além disso, Lula informou que enviará uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, e planeja publicar textos na imprensa americana e internacional para contestar a postura de Washington. Mantida a estratégia de buscar novos parceiros comerciais caso as barreiras persistam.
O chefe do Executivo indicou ainda que, no âmbito de minerais críticos, é necessário avisar o governo brasileiro antes de iniciar qualquer exploração, para evitar conflitos e assegurar alinhamento com as políticas nacionais.
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