Benjamin Netanyahu minimizou o atrito com o presidente dos EUA, Donald Trump, após Trump ter chamado o premiê israelense de “completamente louco” em conversa recente. O primeiro-ministro afirmou que Trump e ele discutem a cada dois dias e que divergências táticas são naturais, mas costumam se resolver. A declaração ocorreu em entrevista à CNBC.
O premiê ressaltou que a ofensiva contra o Hezbollah, ligado ao Irã, continua, e que muitos que atacam Israel atuam em Beirute. Ele também informou sobre a regularidade dos telefonemas com Trump, acrescentando que o presidente avalia várias opções.
Questionado sobre o Irã, Netanyahu não descartou a retomada de conflitos diretos, interrompidos por cessar-fogo mediado pelo Paquistão. Segundo ele, as Forças dos EUA e de Israel estão prontas para intervir, caso necessário, e a abertura do Estreito de Ormuz pode ocorrer militarmente, dependendo de Trump.
Contexto da crise e negociações
As negociações para encerrar os combates entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, começaram recentemente, com EUA, Paquistão e representantes da região buscando um acordo. Em Washington, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que espera uma declaração conjunta e um plano de ação ao fim das sessões.
A imprensa norte-americana informou que Trump teria feito um comentário desfavorável a Netanyahu durante a conversa, enquanto o próprio presidente disse manter bom relacionamento com o aliado. A discussão ocorreu num momento de intensificação dos ataques de Israel ao Líbano, mesmo com o cessar-fogo vigente.
Entre os desdobramentos regionais, o Irã tem reiterado que pode romper o cessar-fogo caso Israel continue bombardear o Líbano. Países do Golfo relataram ataques de drones originários do Irã, com o Kuwait registrando danos no principal aeroporto e o Bahrein acionando sirenes de defesa aérea pela primeira vez desde o acordo de trégua com o Irã.
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