O governo brasileiro não enxerga possibilidade de recuo dos Estados Unidos na classificação de PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas. A medida passa a valer em 5 de junho, sem impactos imediatos esperados para a economia brasileira.
O Departamento de Estado anunciou em 28 de maio a designação dos dois grupos como Terroristas Globais Especialmente Designados. O comunicado cita ataques contra policiais, autoridades públicas e civis, além de redes ilícitas que se estendem pela região.
O texto oficial indica que as organizações comandam milhares de membros e possuem alcance além das fronteiras do Brasil, o que justifica a etiqueta de ameaça transnacional. A medida está alinhada com ações de cooperação internacional contra o crime organizado.
Encontro com Trump no G7
Lula confirmou a participação do Brasil no G7, na França, entre 15 e 17 de junho. O encontro poderá abrir espaço para uma eventual reunião com o presidente Donald Trump, ligada a tarifas aos produtos brasileiros e à classificação das facções como terroristas.
Segundo auxiliares, ainda não há tratativas formais para agenda bilateral; a possibilidade dependerá da programação do G7. A Casa Branca informou que Trump vai à França para tratar de IA, comércio e combate ao crime, entre outros temas.
O governo brasileiro mantém tratar o tema em nível técnico. O grupo de trabalho criado para discutir tarifas pode atuar para evitar a sobretaxa de 25%, conforme avaliação de autoridades. A data-limite para aplicar tarifas começa em 15 de julho.
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