A rede hoteleira espanhola Meliá anunciou a saída de Cuba, deixando de administrar, comercializar e fornecer serviços de marca para 15 hotéis no país. A medida é apresentada como resposta a uma combinação de circunstâncias imprevistas que fugiram ao controle da empresa. A retirada tem efeito imediato, segundo a companhia.
A decisão foi comunicada aos proprietários dos hotéis no dia 26 de maio e confirmada publicamente nesta quarta-feira. Os hotéis são geridos pela subsidiária portuguesa Ilha Bela Gestão e Turismo, que deve coordenar a retirada ordenada.
Os problemas são vistos no contexto de pressões externas. Os EUA vêm intensificando sanções, sobretudo no setor energético, com bloqueio de petróleo e medidas para reduzir recursos na economia cubana. O objetivo alegado é incentivar reformas e mudanças políticas.
Contexto geopolítico
Cuba enfrenta interrupções de energia e queda da demanda turística, agravadas por sanções e restrições de oferta. O turismo, antes uma parcela relevante da receita, registrou retração, impactando a viabilidade de operações de grandes redes. Diversas cadeias espanholas já haviam reduzido atividades no país.
A saída de Cuba pelo Meliá se soma ao encerramento de operações por Iberostar e Blue Diamond, anunciados previamente. Essas empresas tinham presença significativa no arquipélago desde a abertura ao turismo internacional, em 1991.
A Ilha Bela Gestão e Turismo afirmou que está adotando medidas para manter fornecedores e clientes informados durante a retirada. Não há indicação de novas negociações com proprietários ou de impactos legais adicionais, apenas a reorganização das operações.
Os EUA mantêm o discurso de pressionar por maior liberalização econômica em Cuba, com liberação de investimentos estrangeiros e reformas políticas, ao mesmo tempo em que ampliam sanções a empresas associadas ao regime. O cenário, segundo analistas, continua instável para negócios estrangeiros no país.
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