A China iniciou uma elevação gradual da idade mínima de aposentadoria, medida que gerou desconfiança no sistema público de pensões. A análise, coordenada pelo professor He Jingwei, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, foi publicada em 30 de maio.
A pesquisa ouviu cerca de 8 mil brasileiros sobre cenários de adiamento da aposentadoria. Em todos eles, a maioria mostrou preferência por deixar o mercado de trabalho antes da idade definida pelo governo.
Segundo He, o anseio por antecipar a aposentadoria surge independentemente da intensidade da reforma. Pressões do mercado de trabalho e mudanças na relação entre jovens e emprego explicam parte desse comportamento.
Os entrevistados passaram a ver o adiamento como sinal de fragilidade dos fundos de pensão, atribuindo nota média de 6,67 para a confiança no sistema. A maior parte mantém o ritmo de contribuições, sem alterar o comportamento de consumo.
Trabalhadores informais e de plataformas digitais aparecem entre os mais vulneráveis. O estudo indica prioridade a proteção contra riscos imediatos, com preferência por seguro-saúde em situações de escolha entre benefícios. Políticas integradas de proteção social são sugeridas pelos pesquisadores.
A China anunciou em setembro de 2024 a elevação gradual da idade mínima, o que reacendeu o debate sobre a sustentabilidade do sistema. A reportagem original foi publicada pela Caixin Global em 1º de junho de 2026 e traduzida pelo Poder360.
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