Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que as negociações com o Irã estão indo muito bem e podem ser encerradas neste fim de semana, embora não descarte a possibilidade de fracasso. O presidente falou a jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca. O comentário ocorreu após semanas de mensagens conflitantes entre as partes.
Durante o dia, Washington e Teerã trocaram ataques no Estreito de Ormuz, com impactos em países próximos, como o Kuwait, apesar do cessar-fogo. Trump classificou a situação regional com ironia sobre a moderação de ações.
Negociações e desdobramentos
O presidente também disse que prefere tratar separadamente as negociações sobre o conflito no Líbano, distinto da guerra entre EUA e Irã, embora Teerã sustente que os temas estão conectados. Em resposta, o Irã afirmou que não houve progresso tangível nas negociações.
Reação do Irã e contexto internacional
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que houve troca de mensagens sobre a necessidade de pôr fim à agressão contra Beirute, mas sem avanços práticos. Ele condicionou retorno às negociações à garantia de direitos iranianos e redução de tensões.
Ataques e consequências regionais
Entre as ações, forças israelenses bombardearam um veículo ao sul de Beirute e realizaram ataques próximos a Tiro, no Líbano. O Exército de Israel informou ter interceptado uma aeronave hostil e projéteis vindos do Líbano.
Um ataque com drones, originário de Teerã, fechou temporariamente o Aeroporto de Kuwait, ferindo 63 pessoas e matando um cidadão indiano. Os EUA disseram ter respondido com ataques defensivos contra alvos na região. A Guarda Revolucionária afirmou ter respondido a ataques e apontado ofensivas contra Israel, o Kuwait e a base da Quinta Frota dos EUA no Bahrein.
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