Israel e o Líbano aceitaram renovar o cessar-fogo vigente e criar zonas-piloto de segurança no território libanês, onde o Hezbollah não atuaria, informou o Departamento de Estado dos EUA. O acordo depende do fim completo dos ataques do grupo.
Também segundo o comunicado, as zonas-piloto serão supervisionadas pelas Forças Armadas Libanesas, com apoio americano, e visam retirar agentes não estatais da área. Não há mapas divulgados sobre a localização exata das zonas.
O acordo ocorre após ataques israelenses que, na quarta-feira, ceifaram ao menos nove vidas no sul do Líbano, e de foguetes lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel, marcando a continuação de tensões.
As negociações mediadas pelos EUA ocorreram em Washington na quarta rodada, com objetivo de avançar para um acordo abrangente. O Hezbollah ainda não comentou oficialmente o anúncio.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que o objetivo é traçar um caminho para a segurança no Líbano independentemente das ações do Hezbollah. A próxima rodada está marcada para o dia 22 de junho.
Condições e posições
O cessar-fogo parcial anterior estabelecia que Israel não bombardearia Beirute, em troca da abstenção do Hezbollah de ataques contra Israel. O novo texto condiciona o acordo à retirada de todos os agentes do Hezbollah da área sul do Líbano controlada por Israel, do rio Litani até a fronteira.
O Hezbollah é um grupo político e militar apoiado pelo Irã e considerado organização terrorista por vários países. O anúncio não detalhou como as zonas-piloto funcionariam ou onde ficariam.
Ataques e consequências humanitárias
Mesmo com o anúncio, ataques a sul do Líbano continuaram sendo relatados pela mídia libanesa. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou mortes em Chehour e na área de al-Housh, além de danos a civis e estruturas médicas. Vítimas civis também foram registradas em Nabatieh.
O exército libanês informou a morte de um soldado e ferimentos de outros em ataques aéreos israelenses perto de Nabatieh e Deir Zahrani. O país registra grande número de deslocados e danos a infraestrutura básica.
Contexto regional
O conflito envolve EUA, Israel e Irã, com apoio regional a diferentes frentes. A ONU aponta mais de um milhão de refugiados registrados no Líbano desde o início dos confrontos, agravando a crise humanitária. O Irã advertiu sobre retaliação caso ataques continuassem.
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