Foi registrado fogo entre tropas do governo e milícias aliadas à oposição na capital Mogadíscio, na Somália, danificando imóveis e obrigando civis a fugirem. O confronto começou na tarde de quarta-feira e seguiu na manhã desta quinta, com milhares de soldados mobilizados nos distritos Howl Wadag e Abdiasis.
O estopim foi a decisão do presidente Hassan Sheikh Mohamud de permanecer no cargo após o fim de seu mandato, em maio. Em março, o parlamento aprovou mudanças constitucionais que podem estender o mandato por mais um ano e adiar as eleições.
Civis relataram impacto direto, com explosões atingindo casas próximas e ferimentos em moradores. Testemunhas afirmam que veículos blindados foram incendiados por milícias de oposição, enquanto o governo nega ter usado força desproporcional.
Contexto político e consequências
A tensão permanece enquanto se aguardam protestos programados para quinta-feira. Autoridades e militantes se enfrentam sem sinal claro de resolução, em meio a acusações mútuas sobre violação constitucional.
Repercussão internacional
Embaixadas dos EUA e do Reino Unido expressaram preocupação e pediram contenção e diálogo restrito a meios pacíficos, reforçando a responsabilidade de líderes locais em buscar estabilidade sem recorrer à violência.
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