Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. A medida, anunciada no dia 28 de maio, pode trazer consequências econômicas e geopolíticas para o Brasil, segundo autoridades brasileiras.
O Palácio do Planalto critica a classificação, afirmando que ela abre espaço para interferência de Washington em assuntos internos sob o pretexto de combate ao terrorismo. O governo brasileiro sustenta que cooperação internacional deve respeitar a soberania dos Estados.
Reação do governo brasileiro
O Planalto aponta riscos para a economia nacional, citando impactos em turismo, investimentos, comércio exterior e no sistema financeiro. A avaliação é de que a medida pode aumentar custos para empresas, incluindo setores estratégicos.
Nos EUA, a administração tem utilizado a designação de grupos criminosos como parte de uma estratégia mais ampla, que inclui alianças regionais para enfrentar o narcotráfico. A coalizão Escudo das Américas reúne países alinhados aos Estados Unidos para combater ilícitos, segundo autoridades americanas.
Medidas e desdobramentos econômicos
Quatro dias após a classificação, houve recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA para que a Casa Branca imponha tarifas de 25% sobre importações brasileiras por alegadas práticas desleais. Analistas veem peso potencial sobre empresas de pagamento e tecnologia no Brasil.
A avaliação também aponta críticas a serviços de pagamento brasileiros, citando impactos potenciais sobre empresas internacionais como Visa, Mastercard e anunciando possíveis pressões sobre o Pix. As medidas de natureza tarifária ampliaram a tensão entre as duas economias.
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