A Procuradoria da França abriu nesta sexta-feira (5.jun.2026) um inquérito preliminar para apurar possíveis crimes de guerra e maus-tratos envolvendo Israel e ativistas franceses em uma flotilha rumo a Gaza. A investigação ocorre após relatos de agressões durante a interceptação das embarcações.
A flotilha Global Sumud contava com mais de 430 participantes, entre eles 37 franceses. Em 18 de maio, Israel deteve as embarcações quando se aproximavam do bloqueio naval imposto na região. Quatro dias depois, 22 de maio, oito franceses retornaram às suas casas relatando violência e humilhação durante a detenção.
Relatos indicam que alguns ativistas foram chutados e agredidos, enquanto outros sofreram agressões sexuais. Uma ativista descreveu que detidos ficavam ajoelhados com a testa no chão por horas, sob repetição do hino nacional de Israel. Dois dos franceses chegaram a receber atendimento hospitalar na Turquia.
As Forças de Defesa de Israel negaram as acusações, dizendo que elas são falsas e sem fundamento. Em resposta pública, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou um vídeo em que zomba dos ativistas amarrados. Em retaliação, a França proibiu a entrada de Ben Gvir em território francês.
Reação política e desdobramentos
A Promotoria Nacional Antiterrorista (PNAT) abriu apuração a pedido do governo francês. A investigação visa esclarecer condutas durante a interceptação e avaliar possíveis responsabilidades em crimes de guerra ou maus-tratos. O caso envolve cooperação internacional e tensões entre franceses e autoridades israelenses.
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