Jornalistas estão no centro de um novo atrito entre China e EUA, que envolve revogação de vistos e acusações de interferência jornalística. A China afirma ter suspendido a autorização de residência de uma jornalista do The New York Times, sob alegação de reportagens fraudulentas. Em resposta, Washington revogou o visto de um repórter da agência estatal Xinhua.
A tensão teve origem na revogação do visto de Vivian Wang, correspondente do NYT na China, ocorrida em fevereiro. O episódio ganhou novo impulso em junho, após o NYT organizar um evento em dezembro de 2025 que contou com Lai Ching-te, líder de Taiwan, o que a China alega ter violado limites de cobertura.
A China afirma que a expulsão de Wang está ligada a reportagens consideradas fraudulentas pela condição de jornalista estrangeira. O porta-voz Lin Jian apontou que a jornalista violou regulações locais relacionadas a agências de notícias estrangeiras, enquanto observou que os EUA utilizam retaliação sob o pretexto de reciprocidade.
O NYT respondeu, destacando que Wang atuou dentro da lei e não participou do evento com Lai Ching-te, classificando as acusações como falsas. Em nota, o jornal reiterou seu compromisso com o jornalismo independente e pediu a reversão de pressões sobre jornalistas.
Taiwan reagiu à expulsão, afirmando que a China utiliza pretextos para pressionar veículos a não manter contatos com autoridades taiwanesas. A porta-voz do gabinete presidencial ressaltou que tais ações reforçam a instabilidade regional e o grau de interferência sobre a imprensa.
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