A rede do tráfico de cocaína no continente aproxima o PCC e o CV de grupos tidos como terroristas pelos EUA. Fontes oficiais apontam integrações com cartéis mexicanos, facções colombianas e máfias de vários países. As informações vêm de pesquisas, investigações policiais e análises de especialistas.
Segundo estudos, o PCC e o CV nasceram em presídios brasileiros há mais de 30 anos e hoje atuam como peças-chave na logística do tráfico internacional. Eles mantêm parcerias com grupos estrangeiros, alguns também reconhecidos como terroristas pelos EUA. O objetivo é ampliar rotas, fornecedores e mercados.
As autoridades destacam que o vínculo envolve produtores na Colômbia, Peru e Bolívia, bem como redes de varejo na Europa. O mercado europeu tem registrado recordes de apreensão de cocaína entre 2017 e 2023, segundo dados da agência europeia de drogas.
Conexões regionais e deslocamentos
As investigações indicam que o PCC e o CV operam com cartéis mexicanos, incluindo CJNG, e com clãs colombianos como o Clã do Golfo e a Oficina de Envigado. Essas alianças fortalecem envio por rotas marítimas, muitas vezes escondidas em navios ou narcosubmarinos.
A relação entre o CV e antigas Farc remonta aos anos 1990, com envolvimento contínuo mesmo após a formalização de acordos de paz. Discursos de especialistas apontam persistência de comércio ilícito entre dissidentes e facções brasileiras.
Outras ligações incluem a Tren de Aragua, com atuação na Venezuela e no Brasil. Membros venezuelanos aparecem em municípios brasileiros, atuando junto a PCC e CV em tráfico, armas e garimpos na Amazônia. A cooperação envolve logística e lavagem de recursos.
Rotas e logística
A cooperação entre grupos brasileiros e estrangeiros envolve rotas marítimas desde a região amazônica até portos europeus. Em anos recentes, Iberia e África Ocidental passaram a ser pontos de apoio logístico para o trajeto ao Mediterrâneo. A disseminação de operações amplia o alcance do narcotráfico.
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