Three mil artistas de Alsácia participaram de um banquete géants em Colmar, na França, no último fim de semana. O evento reuniu cerca de 3.500 pessoas, com four courses da gastronomia local, vinho à vontade e horas de canto em grupo. A organização fica sob a empresa Le Canon Français.
O preço pela participação foi de 81 euros por pessoa. O formato inclui mesas longas, uniformes pretos e berets, e uma sequência de pratos regionais que atraiu grande público na região de Colmar, famosa pelo seu centro medieval.
Pouco depois, a curiosidade política ganhou destaque. O partido La France Insoumise (LFI) afirma ter evidências de cantos racistas e de ofensas a trabalhadores imigrantes nos eventos. O grupo também sustenta que o cardápio frequentemente inclui carne de porco para excluir muçulmanos e vegetarianos.
A acusação envolve a figura do investidor Pierre-Édouard Stérin, apontado pela LFI como articulador de uma agenda de direita radical. Stérin é apontado como empresário ultra-conservador, com histórico em think tanks que promovem ideias como restrição da imigração e defesa de valores cristãos.
Para a deputada local do LFI Emma Fourreau, os banquetes representam uma visão retrógrada da França. Ela afirma que os eventos não refletem a diversidade do país moderno e cita esforços para que autoridades locais parem de realizar os encontros, já com resultados em Quimper, na Bretanha.
Em Caen, realizado em abril, a polícia abriu uma investigação preliminar sobre suposta provocação racial entre participantes. A administração pública não confirmou nem negou as investigações, mantendo o foco na apuração dos fatos.
O organizador do evento, De Boisse, admite que muitos participantes podem ter ligações com a direita. Questionado sobre críticas políticas, ele defende a geração de empregos e a satisfação dos frequentadores, alegando que políticos não gostam dos donos nem dos clientes.
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