O papa Leão XIV chegou à Espanha na manhã de sábado para uma visita de uma semana, que inclui Madri, Barcelona e as Ilhas Canárias. Em encontro com autoridades, família real, diplomatas e representantes da sociedade civil, ele pediu reconciliação e cooperação entre as forças da nação. O discurso ocorreu em meio a tensões entre a Igreja Católica e o governo socialista.
O pontífice destacou a evangelização da Espanha e citou santos espanhóis, como Santo Inácio de Loyola, Teresa de Ávila e João da Cruz. Ele usou imagens religiosas para defender liberdade e responsabilidade, ressaltando a importância de vencer narrativas divisórias e apreciar a complexidade histórica.
O Vaticano e o governo espanhol discutem temas sensíveis que afetam a relação institucional. Pedro Sánchez criticou o arcebispo Luís Argüello por pedir novas eleições em meio a denúncias de corrupção, sugerindo que ele se candidate. A crítica ocorreu durante o mandato social-oliberal no país.
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A gestão de Sánchez aprovou leis de redução de apoio a escolas confessionais, ampliou direitos relacionados ao aborto e avaliou incluir o tema na Constituição. Também houve mudanças na objeção de consciência de médicos e avanços em políticas identitárias, incluindo autodeclaração de gênero a partir dos 16 anos.
Outra frente de discórdia envolve o Vale dos Caídos, renomeado Vale de Cuelgamuros, memorial da Guerra Civil. O governo busca reinterpretar o espaço, o que preocupa católicos que veem risco aos elementos religiosos do local.
Durante o voo entre Roma e Madri, Leão XIV não respondeu a perguntas da imprensa. Em breve, o papa deve retornar a encontros com autoridades locais e comunidades religiosas, mantendo o foco na reconciliação e no diálogo entre diferentes segmentos da sociedade.
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