O bombardeio russo em Kiev, capital da Ucrânia, deixou centenas de feridos e ampliou a intensidade da guerra aérea nas cidades do país. O ataque ocorreu na madrugada de terça-feira, 2 de junho, marcando o terceiro ataque em massa à cidade em poucas semanas.
Olha Mudra, de Kiev, contou que a explosão causou poeira e fuligem por toda parte, dificultando a visão. Com a filha de 6 anos ao lado, disse à Reuters que parecia o fim do mundo e que a situação foi confusa, com moradores tentando entender o que ocorria.
A cena de destruição ficou evidente em prédios danificados, carros incendiados e detritos espalhados pelas vias. Autoridades ucranianas apontam que civis também são atingidos com frequência nos ataques que atingem alvos militares.
Ao longo de Kiev, dezenas de pessoas foram atingidas, elevando o total de feridos para mais de 100, conforme informações recentes. Em Dnipro, no sudeste, as autoridades confirmaram ao menos 12 mortes.
Em Kiev, moradores buscaram abrigo em estações de metrô, onde estenderam colchões e montaram barracas para se proteger. A cidade registra alarmes de ataque aéreo e exercícios de defesa que se repetem com frequência.
Bombeiros atuaram em múltiplos pontos para conter incêndios provocados pelos ataques. A escalada recente ocorre em meio a uma fase de maior desgaste do conflito entre Moscou e Kiev, sem sinais de solução rápida.
O governo russo lançou a ofensiva em fevereiro de 2022, com o objetivo de derrubar o governo pró-Ocidente em Kiev. Desde então, centenas de milhares de mortes humanas e perdas materiais foram registradas, com a linha de frente pouco se movendo.
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