A União Europeia oficializou o veto à carne brasileira, com o bloqueio das exportações a partir de 3 de setembro. A decisão foi formalizada em documento divulgado na sexta-feira, 5, e aponta o não atendimento do Brasil às normas da UE sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Segundo o órgão europeu, o país não garantiu conformidade com requisitos relativos ao uso de antimicrobianos ao longo do ciclo de vida dos animais. A medida pode abranger tanto animais vivos destinados à produção quanto produtos derivados, como carne, ovos e outros.
—
Impacto e próximos passos
A UE já havia anunciado a medida em maio, citando o não cumprimento de regras sobre antimicrobianos. A retirada do Brasil da lista de países conformes pode ser revista caso haja demonstração de conformidade completa.
O Itamaraty, juntamente com os ministérios da Fazenda e da Agricultura, foi procurado pelo Terra para comentar o veto. A pasta de Relações Exteriores ressaltou que o diálogo com a UE continua e que o Brasil busca comprovar a conformidade.
Autoridades brasileiras afirmam que o Brasil é grande exportador de proteína animal e que a vigilância sanitária é contínua, com evoluções constantes exigidas por cada parceiro comercial. A UE mantém diálogo estreito com as partes envolvidas.
Para retornar à lista de conformidade, o Brasil precisa demonstrar cumprimento integral dos requisitos da UE relativos ao uso de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A autoridade europeia disse que a cooperação permanece em curso.
Entre na conversa da comunidade