Associações de vítimas de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica acusam o papa Leão 14 de ter ignorado os sobreviventes durante a visita oficial à Espanha. Um protesto ocorreu em Madri para cobrar resposta mais efetiva da Igreja.
Segundo os representante, não havia previsão de encontro com as vítimas na agenda do pontífice, o que motivou a manifestação na capital espanhola. A mobilização reuniu pessoas que defendem ações mais atuantes da Igreja diante dos casos.
Após a repercussão, Leão 14 recebeu seis vítimas em encontro privado. A reunião durou cerca de uma hora e abriu espaço para propostas voltadas a tornar mais eficaz a atuação da Igreja contra os abusos.
Contexto e reação
A Espanha figura entre os países mais impactados pelos abusos envolvendo o clero. Um relatório de 2023, encomendado pelo Parlamento, estima que mais de 440 mil pessoas tenham sido vítimas, o que representa mais de 1% da população adulta.
Durante a visita, o pontífice reconheceu que os abusos constituem uma “ferida aberta”. Mesmo assim, as associações sustentam que a hierarquia católica ainda falha na punição de responsáveis, na reparação e na transparência dos processos.
Os grupos cobraram medidas mais concretas para enfrentar um capítulo considerado entre os mais graves da história recente da Igreja Católica, mantendo o foco em responsabilização, reparação e governança institucional.
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