O candidato Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, ampliou sua vantagem sobre Keiko Fujimori na contagem do segundo turno das eleições presidenciais no Peru. Com 94,7% das urnas apuradas nesta segunda-feira, Sánchez tem 50,078% dos votos, frente a 49,922% de Fujimori, resultando em uma diferença de 27.517 votos.
A apuração doméstica já abrangeu a maior parte dos registros, com 97% das atas contabilizadas. O conjunto de votos válidos no exterior, porém, ainda está em fase preliminar, com apenas 4% das urnas abertas. No exterior, Fujimori lidera com 56,7% frente a 43,2% de Sánchez, restando 2.436 atas pendentes.
Disputa presidencial
A campanha ocorre em um contexto de instabilidade política que se estende há mais de uma década no Peru. Sánchez, da esquerda, promove redução da pobreza, apoio à agricultura familiar e descentralização econômica, aliados ao ex-presidente Pedro Castillo.
Keiko Fujimori, da direita, defende fortalecimento da iniciativa privada, reforma previdenciária e tributária. O duelo envolve diferenças marcantes de agenda e de visão de futuro para o país.
Desafios legais
Apesar de oscilar na contagem, Sánchez enfrenta pendências judiciais. Na sexta-feira anterior, ficou determinado que o candidato será levado a julgamento por omissão de informações sobre financiamento de seu partido em eventos entre 2018 e 2020. A decisão não impede a participação na votação, e ainda há recursos cabíveis.
Panorama político recente
O Peru tem passado por instability institucional: desde 2016, oito presidentes assumiram o cargo, com destituições, renúncias e mandatos interinos. Entre as lideranças citadas na historiografia recente estão Kuczynski, Vizcarra, Merino, Sagasti, Castillo, Boluarte e Jerí, até Balcázar, em fevereiro de 2026.
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