O terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, neste domingo. O abalo ocorreu às 7h37, quase coincide com a volta às aulas, provocando pânico e mobilizando equipes de resgate. O epicentro fica a 13 km sudoeste de General Santos City, segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia.
O Serviço Geológico dos EUA aponta igual magnitude, mas registra profundidade de 55 km. O tremor foi sentido em ilhas da Indonésia, como Sulawesi do Norte, e deixou um rastro de destruição em infraestrutura local. As autoridades trabalham para levantar números oficiais de danos e pessoas afetadas.
O balanço inicial aponta 19 mortos, 134 feridos e 12 desaparecidos, com a comunicação dificultando a checagem de dados. Equipes de resgate seguem em operação em zonas atingidas, com foco em áreas densamente povoadas de General Santos.
Alerta de tsunami e resposta das autoridades
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico chegou a emitir aviso para ondas de até 3 m no litoral filipino, e até 1 m em partes da Indonésia e Malásia. A mensagem foi posteriormente retirada, mas o risco de réplicas manteve-se alto.
O escritório de defesa civil orientou a não retornar a imóveis danificados. Centros de evacuação foram ativados para abrigar desabrigados, enquanto equipes técnicas trabalham na liberação de vias de acesso para ambulâncias e apoio logístico.
Impactos nas escolas e ações de apoio
A reabertura das escolas coincidiu com o tremor, provocando quedas de parte de estruturas em Davao do Sul e deixando alunos expostos. Voluntários da Cruz Vermelha das Filipinas atuam com apoio psicológico e primeiros socorros em três escolas de ensino médio.
O presidente Ferdinand Marcos Jr. informou que as escolas permanecem fechadas por tempo indeterminado e que a prioridade é a segurança de crianças e adolescentes. O governo segue monitorando a situação e coordenando o atendimento às vítimas.
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