O bispo Osório Citora Afonso, da Diocese de Quelimane, Moçambique, foi assassinado a tiros na residência oficial na madrugada de sábado, 6. Homens teriam escalado o muro, desativado o sistema de segurança e efetuado o disparo. A morte ocorreu no local e as motivações são apuradas.
Segundo autoridades locais, a investigação investiga autores, motivação e circunstâncias do ataque. A delegação episcopal moçambicana e o Vaticano foram informados e acompanham o andamento das apurações.
Citora Afonso, 54 anos, nasceu em Ribaué (Nampula). Ordenado sacerdote em 2002 pelos Missionários da Consolata, assumiu a Diocese de Quelimane em julho de 2025. Entre 6 anos no Vaticano, atuou na Seção para a Primeira Evangelização.
Reação internacional
O Papa Leão XIV descreveu o episódio como grave ato de violência e manifestou pesar pela perda do bispo, que também exercia função de administrador apostólico da Arquidiocese da Beira. A CNBB também se solidarizou com a Igreja de Moçambique.
Trajetória e cargos
O religioso teve passagem pelo Vaticano, como oficial da Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares. Também atuou como formador no Seminário Teológico de Bravetta, em Roma. Em 2023 foi bispo auxiliar de Maputo.
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