Marina Lacerda, brasileira que acusa Jeffrey Epstein de abuso sexual aos 14 anos, enfrentou ataques assim que tornou o caso público. Em setembro de 2025, ela participou de uma coletiva pedindo a divulgação dos arquivos do caso.
Ameaças surgiram já naquele dia, com mensagens como “Ela vai ser eliminada” sob um vídeo de reportagem. Meses depois, seu nome apareceu em documentos oficiais em pelo menos 46 ocasiões, aumentando o assédio online e envolvendo a filha de 12 anos em provocações na escola.
Contexto e impactos
Lacerda afirma, hoje, conviver com a filha em condomínio fechado e dormir com uma arma à mão, por medo de invasões. Ela descreve um estado de paranoia constante. A Reuters identifica Lacerda como uma das 23 vítimas que passaram por ameaças após falarem publicamente.
Documentos do Departamento de Justiça expuseram milhares de informações de vítimas, incluindo nomes, endereços e fotos, atingindo ao menos 177 mulheres. Fontes associadas ao caso reconhecem falhas de censura e a necessidade de proteção de identidades.
Reações oficiais e desdobramentos
O governo dos Estados Unidos informou ter retirado documentos com dados sensíveis e corrigido erros de censura quando notificado. A porta-voz do DOJ afirmou que nenhuma vítima merece assédio e que a reação negativa não é responsabilidade das vítimas.
Em análise separada, ex-Secretária de Justiça Pam Bondi reconheceu erros de censura e responsabilizou o então vice-ministro pela divulgação dos arquivos. O episódio provocou ações legais contra plataformas digitais por veicular informações das vítimas.
Contexto do caso Epstein
Epstein se declarou culpado em 2008 pela prostituição de menor de idade, e morreu em prisão de alta segurança em 2019, sob alegação de suicídio. A divulgação de arquivos revelou ameaças, assédio e desinformação, com várias vítimas recorrendo a medidas de proteção.
Situação atual das vítimas
Caso envolva centenas de mulheres, com relatos de invasões, perseguições e tentativas de intimidação. Entre as estratégias de proteção, algumas vítimas passaram a portar armas ou contratar vigilância. O tema permanece sob monitoramento de autoridades e do judiciário.
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