A presidência da COP31 apresentou em Bonn a Agenda de Ação para a cúpula da Turquia, que acontece em novembro. O carro-chefe é a meta global 35×35, para que 35% de toda a energia consumida até 2035 seja elétrica. Hoje, esse valor fica em pouco mais de 20%.
A meta busca acelerar a transição para fontes limpas ao eletrificar veículos, aquecimento e setores industriais. O objetivo é reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e reduzir a volatilidade dos preços de energia para famílias e empresas.
Na abertura da SB64, países aprovaram por consenso o programa de trabalho das negociações. Com isso, as equipes avançam para alinhavar as linhas que devem guiar Antalya, na Turquia, em novembro.
Contexto e impactos da agenda
Murat Kurum, ministro turco e presidente designado da COP31, destacou que a eletrificação amplia segurança energética e pode reduzir custos a longo prazo. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o texto foi apresentado.
A iniciativa também prevê reduzir pela metade o crescimento do desperdício global até 2035, com foco no desperdício de alimentos, que representa 10% das emissões globais. A meta envolve ainda a redução da demanda de energia no setor de edificações.
A Turquia detalhou a implementação por meio da Climate Implementation Bridge, que pretende acelerar a entrada de recursos em territórios com maior necessidade. Relatórios especiais da IEA, em parceria com a Austrália, devem mapear caminhos e ganhos.
Contexto internacional e próximos passos
A proposta se move dentro de uma sequência de compromissos já firmados em cúpulas recentes. Em Dubai, houve foco em renováveis e redução de fósseis; em Baku, mobilização financeira para países em desenvolvimento foi anunciada.
A leitura de Velma Gregório, diretora-executiva da ÓGUI, vê na meta 35×35 um passo para transformar compromissos em mudanças reais no consumo de energia. Simon Stiell, da UNFCCC, elogiou avanços em energia limpa.
Para Chris Bowen, ministro australiano, a eletrificação é prioridade prática da COP31, pois reforça segurança energética, reduz emissões e corta custos. Cada país segue seu ritmo, com atenção especial aos países em desenvolvimento.
O objetivo final é manter a trajetória compatível com o acordo de Paris e sustentar a transição até a COP32, prevista para 2028 na Etiópia. A meta é consolidar impactos concretos além da cúpula.
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