Autoridades de segurança afegãs dispersaram um protesto pelos direitos das mulheres na província de Herat, no oeste do país, nesta terça-feira. A manifestação começou após a polícia da moralidade do Taliban prender mulheres acusadas de violar regras de vestuário.
Testemunhas apontam uma morte, várias pessoas feridas e dezenas presas, incluindo mulheres e meninas. As autoridades talibãs não comentaram sobre vítimas ou prisões até o momento.
Sayed Masoud Hosseini, porta-voz da polícia de Herat, disse que o protesto na área de Jebrail gerou tensões e perturbou a ordem pública, sob a alegação de oposição ao hijab.
A agência estatal Bakhtar citou Azizur Rahman Al-Muhajir, chefe do Departamento de Promoção da Virtude, afirmando que relatos de prisões eram falsos e que houve apenas orientação aos presentes sobre o hijab.
De acordo com a Bakhtar, inspetores teriam cumprido funções de orientação e conscientização sobre o código de vestimenta islâmico, sem mencionar detenções.
A Missão da ONU no Afeganistão expressou preocupação com relatos de detenções no oeste do país e pediu respeito à liberdade de movimento e à igualdade perante a lei.
O Taliban mantém, em termos oficiais, que respeita os direitos das mulheres conforme sua interpretação da lei islâmica, enquanto o país enfrenta críticas internacionais.
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