Marina Lacerda, brasileira que em 2025 denunciou ter sido vítima de Jeffrey Epstein aos 14 anos, relata que vive sob ameaça constante desde então. Em entrevista à Reuters, publicada nesta segunda-feira, ela afirma dormir com uma arma ao lado da cama por medo de invasão em sua residência.
A entrevista aponta que o medo se intensificou após a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça dos EUA, que mencionaram o seu nome em pelo menos 46 ocasiões entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo a reportagem, mensagens de ódio e ameaças de violência passaram a circular na internet após a exposição.
Lacerda diz que o assédio também foi registrado no ambiente escolar, com colegas provocando a filha de 12 anos sobre a eventual paternidade de Epstein. Atualmente, a brasileira vive em um condomínio fechado com a filha, buscando proteção e tranquilidade.
No contexto dos arquivos divulgados pelo governo americano, milhões de documentos foram tornados públicos, contendo dados de identificação de vítimas. Em fevereiro, o então vice-procurador-geral afirmou que houve erros esporádicos na divulgação, com esforços para corrigir.
Pam Bondi, ex-procuradora-geral dos EUA, reconheceu erros de censura em depoimento ao Congresso. O caso Epstein volta a ganhar repercussão, com advogados de vítimas destacando que milhares de registros foram expostos sem proteção adequada. Estima-se que pelo menos 177 mulheres tiveram identidades reveladas.
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