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4 traficantes de fauna presos na Guiné; cavalos-marinhos e barbatanas apreendidas

Operação em Conakry prende quatro suspeitos; 41 kg de cavalos-marinhos secos e 26 kg de barbatanas apreendidas, evidenciando rede transnacional de tráfico

A West African seahorse (Hippocampus algiris) is a vulnerable species found in West Africa
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Dois mil a 3 mil cavalos-marinhos secos e 26 kg de barbatanas de tubarões e raias foram apreendidos por autoridades da Guiné em Conacri, em operação de campo. Quatro suspeitos foram detidos na ação de 22 de maio de 2026, em operação sigilosa.

Os detidos foram identificados pela ONG local EAGLE como Daouda Camara, Thierno Sadou Bah, Sekou Soumah e Abdoulaye Camara, todos guineenses entre 20 e 55 anos. A ONG afirma que o grupo integra uma rede criminosa transnacional.

A busca ocorreu em um depósito ligado aos traficantes. As autoridades encontraram as peças de seahorses secos e as barbatanas, que são itens de alto valor no mercado internacional. A mercadoria estava destinada a compradores chineses, segundo a EAGLE.

Contexto internacional

Especialistas apontam que cavalos-marinhos secos são usados na medicina tradicional na China, e barbatanas de tubarões em sopas. A produção ilegal envolve redes complexas e corrupção, dificultando a fiscalização e a responsabilização.

Estimativas da EAGLE indicam que há mais sete suspeitos sendo procurados. Entre 2008 e 2018, a Guiné respondeu por grande parte das exportações legais de cavalos-marinhos da África, mas o tráfico irregular continua concentrado na região.

A autoridade ambiental guineense ressaltou que a venda de cavalos-marinhos, tubarões e raias é proibida por lei local e depende de permissões internacionais, conforme CITES. A cooperação internacional é apontada como essencial para combater o crime.

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