Na Bielorrússia, padres católicos estrangeiros foram expulsos, com as autorizações de residência negadas. A medida ocorreu nos últimos meses e afeta principalmente religiosos que atuavam no país há décadas.
Os alvos principais são clérigos de nacionalidade polonesa, atuando nas dioceses de Pinsk, Vitebsk e na arquidiocese de Minsk-Mohilev. Eles deixaram de exercer o ministério em suas comunidades após terem as permissões suspensas.
A expulsão ocorre em meio a um rígido controle estatal sobre o clero estrangeiro. Autorizações exigem aprovação direta de um órgão estatal em Minsk, têm validade curta e o clero passa a ser monitorado em seus sermões e nas redes sociais. Também há restrições para atividades além das paróquias designadas.
Contexto histórico
A deterioração das relações entre Estado e Igreja Católica intensificou-se após as eleições de 2020, contestadas. Igrejas católicas estiveram associadas a abrigar manifestantes, o que elevou as tensões. Desde então, sacerdotes enfrentam ameaças e acusações.
Contexto regional e político
A crise ganhou contornos com o conflito na Ucrânia. A hierarquia católica bielorrussa, alinhada ao Vaticano, defendeu a paz e criticou o uso local de território por forças russas. O governo, aliado do Kremlin, viu a igreja como potencial fator de influência estrangeira.
Impactos para comunidades locais
A redução de sacerdotes provoca carência de atendimento religioso em várias paróquias. Os religiosos remanescentes percorrem longas distâncias para atender várias comunidades, elevando a demanda por vocações locais, segundo a Igreja.
Conteúdo produzido com base em informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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