A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou convites para três integrantes do governo federal prestarem esclarecimentos sobre temas relevantes para a política externa e de defesa. O pedido, apresentado nesta quarta-feira, 10, envolve Mauro Vieira, Celso Amorim e José Múcio Monteiro, e prevê a presença de cada um, a depender de sua disponibilidade.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convidado para explicar a determinação da CGU que orienta o Itamaraty a divulgar informações sobre hóspedes oficiais em representações brasileiras no exterior. Os deputados também querem entender as recentes sinalizações de possíveis novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e o impacto dessas medidas na economia do país.
Celso Amorim, assessor especial do presidente, foi chamado para esclarecer declarações que contestam a equiparação de facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, bem como a posição do governo frente a decisões americanas nesse tema. A designação de facções como Terroristas Estrangeiras pelos EUA passou a valer na sexta-feira, 5, ampliando restrições a ativos, transações e entradas de membros.
Contexto financeiro e operacional
José Múcio Monteiro, ministro da Defesa, foi convidado a esclarecer impactos do bloqueio de despesas discricionárias sobre a capacidade operacional das Forças Armadas e sobre programas estratégicos de defesa nacional. O contigenciamento de 4,3 bilhões de reais para o orçamento da Defesa neste ano levou o Exército a suspender operações na fronteira contra o crime organizado.
Fontes de bastidores informaram à CNN que, entre os 4,3 bilhões reservados, aproximadamente 1,5 bilhão teriam sido destinados especificamente ao Exército, que vinha conduzindo operações de monitoramento na fronteira brasileira. A suspensão dessas atividades foi considerada pela Defesa como medida para alinhamento orçamentário e revalorização de prioridades.
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