O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a criticar a gestão de Gianni Infantino. Ele classificou de inacreditável a decisão que impediu a participação do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan na Copa do Mundo de 2026, realizada nos EUA. Blatter afirmou que a ação expõe falhas graves na organização.
Artan seria o primeiro árbitro somali a atuar em uma Copa do Mundo, mas teve a entrada negada pelas autoridades migratórias americanas. A decisão resultou na sua exclusão do torneio, gerando questionamentos sobre a garantia de participação de árbitros oficialmente selecionados.
Blatter afirmou que a situação mostra contradições da Fifa, que não assegurou a presença do árbitro escolhido para o Mundial. O ex-líder disse que, ao negar a entrada, o país com sede compromete a própria realização do evento. Em entrevista à L’Équipe, ele classificou o episódio como ultrajante.
Além disso, Blatter criticou a proximidade entre Infantino e Donald Trump, sugerindo que a Fifa estaria atravessando limites de neutralidade. O ex-dirigente afirmou que a entidade deveria manter distância de influências políticas para preservar seus estatutos.
Contexto e desdobramentos
A acusação envolve o equilíbrio entre segurança, políticas migratórias e a garantia de participação de oficiais de competição. A FIFA ainda não abriu oficialmente uma posição sobre o caso, mas reiterou o princípio de neutralidade e de respeito às regras de entrada nos países-sede.
A controvérsia ocorre em meio a críticas sobre a gestão de Infantino e seu alinhamento com potências políticas. Blatter, que comandou a Fifa entre 1998 e 2015, aponta uma mudança de rumo que, segundo ele, compromete a imagem da entidade.
A decisão de impedir a entrada do árbitro somali segue para ser analisada no contexto das políticas de vistos adotadas pelos Estados Unidos para eventos esportivos internacionais. A imprensa local acompanhou o desenrolar do caso e suas implicações para o torneio.
Entre na conversa da comunidade