O Parlamento do Japão apresentou nesta quarta-feira, 10, uma proposta para ampliar a linha de herdeiros do Trono do Crisântemo, diante da falta de homens jovens aptos. O objetivo é manter a estabilidade da sucessão sem abrir mão de princípios atuais.
Hoje, o único homem jovem apto a herdar o trono é o príncipe Hisahito, de 19 anos. O príncipe herdeiro Akishino tem 60 anos, enquanto o imperador emérito Akihito, 92, e o irmão dele, 90, completam a linha de idade avançada.
A proposta apresenta duas mudanças principais. A primeira permite que princesas casadas com cidadãos comuns mantenham o status real. A segunda autoriza a adoção de parentes masculinos distantes para reforçar a Casa Imperial, com seus filhos elegíveis no futuro.
Segundo o presidente da Câmara Baixa, Eisuke Mori, esses novos homens não entrariam na linha de sucessão direta, mas seus filhos poderiam vir a ser elegíveis. Mori afirmou que foi possível chegar a um consenso diante de opiniões divergentes.
O governo precisará redigir emendas e enviá-las de volta ao Parlamento. Mori indicou a expectativa de aprovação até meados de julho. Mesmo com o veto a mulheres, a ideia de uma imperatriz reinante recebe apoio significativo da população.
Contexto e reação
A proposta enfrenta resistência de setores conservadores que defendem tradições de longas datas. O imperador Naruhito, 66 anos, tem apenas a filha princesa Aiko, 24, que não entra na linha de sucessão sob as regras atuais. Se casar com alguém sem nobreza, ela deverá deixar a família imperial.
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